Honorário pericial mal proposto atrasa a vistoria. Petição de aceite incompleta gera despacho de emenda. Alvará sem controle some no cartório da vara.
A parte financeira da perícia judicial não é um módulo à parte. Ela define se o perito entra no imóvel, se a AJC cobre o deslocamento e se o escritório consegue prever caixa.
O que a proposta precisa responder
A minuta de honorários deve deixar claro, no mínimo:
- Escopo técnico (objeto, normas, número estimado de quesitos).
- Critério de valor (tabela, complexidade, deslocamento, laudo Grau III).
- Pedido de adiantamento e, quando couber, Ajuda de Custo (AJC).
- Qualificação da vara, das partes e do perito.
Sem esses blocos, o juiz homologa parcialmente ou exige esclarecimento antes da diligência.
Petição de aceite não é carta formal
Aceitar o encargo sem cruzar os autos é o erro mais caro. A petição precisa nascer da capa já extraída: número do processo, polo ativo/passivo, advogados e valor da causa. Digitar isso de novo no Word é retrabalho e fonte de erro.
O fluxo correto é: nomeação → leitura dos autos → quesitos organizados → orçamento → petição de aceite pronta para PJe, ePROC ou Projudi.
Depois da homologação
Homologou e o trabalho não acabou. O kanban financeiro precisa enxergar:
- Valor homologado versus valor proposto.
- Adiantamento liberado (recebido provisório).
- AJC devida pelo tribunal.
- Risco de sucumbência em justiça gratuita.
- Alvará expedido e valor efetivamente quitado.
Perito que só olha “o que entrou na conta” perde depósito judicial e deixa sucumbência sem acompanhamento.
Como o ExpertJus fecha o ciclo
A proposta e a petição de aceite saem da mesma extração dos autos. O módulo financeiro rastreia honorários base, AJC, sucumbência e alertas de alvará. O perito deixa de caçar despacho no diário para saber se pode agendar a vistoria.
Honorário não é planilha de fim de mês. É o combustível da esteira pericial.