Perito judicial de engenharia não perde processo por falta de técnica. Perde por atraso na nomeação, PDF ilegível e quesitos espalhados em 1.500 páginas.
O Diário de Justiça Eletrônico Nacional (DJEN) e o Portal de Serviços do PDPJ/CNJ são o ponto de entrada da carteira. Quem depende de checagem manual no fim do dia acumula risco: prazo de aceite, honorários sem proposta e autos que só serão lidos no fim de semana.
O que a nomeação realmente exige
Depois da intimação, o perito precisa, no mesmo ciclo:
- Confirmar vara, processo e objeto da perícia.
- Qualificar partes, advogados e valor da causa.
- Mapear quesitos do juízo, autor, réu e assistentes.
- Calcular honorários e protocolar a petição de aceite.
Nenhum desses passos é “burocracia extra”. São o início do laudo. Se a leitura dos autos atrasar, a vistoria atrasa, o kanban emperra e o alvará demora.
Por que a varredura manual falha
Tribunais publicam em horários diferentes. Nomeações chegam misturadas a intimações de esclarecimento, sucumbência e AJC. Abrir o diário “quando der” é o jeito mais comum de perder 48 horas úteis.
O segundo gargalo é o PDF. Autos digitalizados, sem OCR de qualidade, forçam o perito a buscar “quesito” com Ctrl+F em arquivo que o buscador não enxerga.
O fluxo que reduz o risco
- Monitorar DJEN e conector PDPJ todos os dias, no começo da manhã.
- Separar nomeação nova de intimação de processo já aceito.
- Extrair capa, partes e quesitos antes de abrir o Word.
- Gerar proposta de honorários e petição de aceite no mesmo turno.
No ExpertJus, essa esteira começa na varredura automática e termina no clique da petição. A leitura de PDF extenso deixa de ser a noite inteira e vira a primeira etapa do kanban.
O que levar para o escritório
Se você ainda controla nomeações em planilha, comece por três campos: data da intimação, prazo de aceite e status da proposta. Sem isso, o restante do processo — vistoria, NBR 14.653, banca revisora — nasce atrasado.
A nomeação não é um alerta. É o primeiro entregável da perícia.